Veim cá
Tir'essa blusa
Tir'essi sutiã
I deita di peito nu
Nu meu peitu nu
U restu
Dexa qui tiru eu
I nu meu corpu nu
Istará a beleza tua
Interamente nua.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
BOCA MACIA COMO MACIAS SÃO AS NUVENS CELESTES
Boca macia
Como macias são
As nuvens celestes
Peito formoso
Chamador de bocas
Quadris d'enlouquecer
Do mund'homem qualquer
Beij'a minha boca
E sonha comigo
O sonho mesmo que eu
Sonha essa noite
Nos braços meus
Trança hoje
As pernas tuas
Nas pernas minhas.
Como macias são
As nuvens celestes
Peito formoso
Chamador de bocas
Quadris d'enlouquecer
Do mund'homem qualquer
Beij'a minha boca
E sonha comigo
O sonho mesmo que eu
Sonha essa noite
Nos braços meus
Trança hoje
As pernas tuas
Nas pernas minhas.
AH, MULHER, NÃO OLH'ASSIM
Ah, mulher
Não olh'assim
P'r'os olhos meus
Não, mulher
Não dança
Deste jeito, não
Não danç'assim
Não mexe assim
Que saio eu de mim
Ou vem cá
Vem cá
Vem correndo
Te atira
Na cama minha.
Não olh'assim
P'r'os olhos meus
Não, mulher
Não dança
Deste jeito, não
Não danç'assim
Não mexe assim
Que saio eu de mim
Ou vem cá
Vem cá
Vem correndo
Te atira
Na cama minha.
QUIR-IA QUI U-S VENTU-S
Qu-ir-ia
Qui u-s ventu-s
T-iv-éssim
Nus lev-a-du apenas
Para bel-a-s praia-s
Mas mud-ar-am
I nus lev-ar-am par-as rocha-s
Culpa d-u ventu
Ou du mar-inh-eir-u?
Qui u-s ventu-s
T-iv-éssim
Nus lev-a-du apenas
Para bel-a-s praia-s
Mas mud-ar-am
I nus lev-ar-am par-as rocha-s
Culpa d-u ventu
Ou du mar-inh-eir-u?
QUER-IA QUE O-S VENT-O-S
Quer-ia
Que o-s vent-o-s
T-ive-ssem
Nos lev-ad-o apenas
Para bel-a-s praia-s
Mas mud-a-r-am
E lev-a-r-am-nos
Par as rocha-s
Culpa d-o vento
Ou do mar-inh-eir-o?
Que o-s vent-o-s
T-ive-ssem
Nos lev-ad-o apenas
Para bel-a-s praia-s
Mas mud-a-r-am
E lev-a-r-am-nos
Par as rocha-s
Culpa d-o vento
Ou do mar-inh-eir-o?
ESCREVER PARA FAMOSO TORNAR-SE
Escrever
Para famoso tornar-se
Eis uma possibilidade
Mas eis um'armadilha
Quando faz-se algo
Almejando fama apenas
Almejando reconhecimento
Muito pode-se perder
Escrever apenas o que querem ler
Da forma com querem que s'escreva
Não deixa de ser um mentir
Um mentir e um enganar
A si mesmo e aos outros
Afinal de contas
Quantos famosos há por aí
Que são muito conhecidos
E muito admirados
Mas que tem obras ruins?
E, não raro, artistas muitos
Tiveram em vida su'obra desprezada
Receberam amargas críticas
E mais tard'então
Reconhecidos foram
Como geniais
Revolucionários
Agradar?
A quem?
Para quê?
Ao considerar o escrever
Uma espécie, ou um gênero de arte
Não admitir podemos
A sujeição à crítica
Dancemos não
Conforme a música
Pela crítica repetida
Dancemos sim
A música
Por nós criada
Não ocupemo-nos
Em apenas interpretar
E sempre as músicas prontas
Repetidamente tocar
Ocupemo-nos pois
D'algo mais nobre
Ocupemo-nos logo e já
Do criar e transformar
E construir
E experimentar
E arriscar
Com a língua nossa
Com a língua nossa
Preferencialmente
Mas não exclusivamente
Com a portuguesa-brasileira nossa
Pois ela é nossa
Dentro dela vivemos
E não noutra
Construamos
Desconstruamos
Transformemos
Experimentemos
A ganhar tem apenas
A língua nossa
A língoa nossa
A língoa nóça
Alim guá-nó ça
Perdão
Nobres críticos
Perdão
Por convosco
Nem-1 pouco
M'importar...
Para famoso tornar-se
Eis uma possibilidade
Mas eis um'armadilha
Quando faz-se algo
Almejando fama apenas
Almejando reconhecimento
Muito pode-se perder
Escrever apenas o que querem ler
Da forma com querem que s'escreva
Não deixa de ser um mentir
Um mentir e um enganar
A si mesmo e aos outros
Afinal de contas
Quantos famosos há por aí
Que são muito conhecidos
E muito admirados
Mas que tem obras ruins?
E, não raro, artistas muitos
Tiveram em vida su'obra desprezada
Receberam amargas críticas
E mais tard'então
Reconhecidos foram
Como geniais
Revolucionários
Agradar?
A quem?
Para quê?
Ao considerar o escrever
Uma espécie, ou um gênero de arte
Não admitir podemos
A sujeição à crítica
Dancemos não
Conforme a música
Pela crítica repetida
Dancemos sim
A música
Por nós criada
Não ocupemo-nos
Em apenas interpretar
E sempre as músicas prontas
Repetidamente tocar
Ocupemo-nos pois
D'algo mais nobre
Ocupemo-nos logo e já
Do criar e transformar
E construir
E experimentar
E arriscar
Com a língua nossa
Com a língua nossa
Preferencialmente
Mas não exclusivamente
Com a portuguesa-brasileira nossa
Pois ela é nossa
Dentro dela vivemos
E não noutra
Construamos
Desconstruamos
Transformemos
Experimentemos
A ganhar tem apenas
A língua nossa
A língoa nossa
A língoa nóça
Alim guá-nó ça
Perdão
Nobres críticos
Perdão
Por convosco
Nem-1 pouco
M'importar...
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