Nãu, fiu
Nãun dá
Nóis nãun temu maiz dinhêru
É, nãun temu
Nãun tein
Dissérum na tevê
Qui u Braziu
Nãun tein maiz dinhêru
Pra investí in educassãum
Intãun, meu fiu
Ti confórma
Tauvêiz um dia
Tu vai aprendê
Cuméqui s'iscrévi
Educassãun
Purquí eu, meu fiu
Nãun aprendí ainda nãun.
POEMAS APENAS
domingo, 18 de julho de 2010
EU APARECI NA TEVÊ
Eu apareci na tevê
Eu estava lá todos os dias
Naquele mesmo canal
Fazendo nada de mais
E por isso sou famoso
E todos me conhecem
E todos me amam
E todos me adoram
Sou um ídolo para muitos
Sou o namorado dos sonhos para muitas
Todos querem falar comigo
Tirar fotos comigo
Querem autógrafos, abraços, beijos, apertos de mão
Ao menos um minuto de atenção
Deste semideus que tornei-me eu
Eu era ontem o mesmo que hoje sou
Mas par'as pessoas
Não sou eu mais hoje o mesmo
Sou hoje o rei do mundo
O ídolo da nação!
Pelo menos é o que me dizem...
Eu estava lá todos os dias
Naquele mesmo canal
Fazendo nada de mais
E por isso sou famoso
E todos me conhecem
E todos me amam
E todos me adoram
Sou um ídolo para muitos
Sou o namorado dos sonhos para muitas
Todos querem falar comigo
Tirar fotos comigo
Querem autógrafos, abraços, beijos, apertos de mão
Ao menos um minuto de atenção
Deste semideus que tornei-me eu
Eu era ontem o mesmo que hoje sou
Mas par'as pessoas
Não sou eu mais hoje o mesmo
Sou hoje o rei do mundo
O ídolo da nação!
Pelo menos é o que me dizem...
SE JUNTOS FICAREMOS NÃO SEI
Se juntos ficaremos não sei
Mas sei que te quero
Quero a tua boca
Quero os teus cabelos
Quero os teus seios
Quero-te inteira
Só p'ra mim.
Mas sei que te quero
Quero a tua boca
Quero os teus cabelos
Quero os teus seios
Quero-te inteira
Só p'ra mim.
OS ALVOS MONTES DO CORPO TEU
Os alvos montes
Do corpo teu
Queria eu escalar
Pelos sinuosos caminhos
Do corpo teu
Queria eu me perder.
Do corpo teu
Queria eu escalar
Pelos sinuosos caminhos
Do corpo teu
Queria eu me perder.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
VEIM CÁ, TIR'ESSA BLUSA
Veim cá
Tir'essa blusa
Tir'essi sutiã
I deita di peito nu
Nu meu peitu nu
U restu
Dexa qui tiru eu
I nu meu corpu nu
Istará a beleza tua
Interamente nua.
Tir'essa blusa
Tir'essi sutiã
I deita di peito nu
Nu meu peitu nu
U restu
Dexa qui tiru eu
I nu meu corpu nu
Istará a beleza tua
Interamente nua.
BOCA MACIA COMO MACIAS SÃO AS NUVENS CELESTES
Boca macia
Como macias são
As nuvens celestes
Peito formoso
Chamador de bocas
Quadris d'enlouquecer
Do mund'homem qualquer
Beij'a minha boca
E sonha comigo
O sonho mesmo que eu
Sonha essa noite
Nos braços meus
Trança hoje
As pernas tuas
Nas pernas minhas.
Como macias são
As nuvens celestes
Peito formoso
Chamador de bocas
Quadris d'enlouquecer
Do mund'homem qualquer
Beij'a minha boca
E sonha comigo
O sonho mesmo que eu
Sonha essa noite
Nos braços meus
Trança hoje
As pernas tuas
Nas pernas minhas.
AH, MULHER, NÃO OLH'ASSIM
Ah, mulher
Não olh'assim
P'r'os olhos meus
Não, mulher
Não dança
Deste jeito, não
Não danç'assim
Não mexe assim
Que saio eu de mim
Ou vem cá
Vem cá
Vem correndo
Te atira
Na cama minha.
Não olh'assim
P'r'os olhos meus
Não, mulher
Não dança
Deste jeito, não
Não danç'assim
Não mexe assim
Que saio eu de mim
Ou vem cá
Vem cá
Vem correndo
Te atira
Na cama minha.
QUIR-IA QUI U-S VENTU-S
Qu-ir-ia
Qui u-s ventu-s
T-iv-éssim
Nus lev-a-du apenas
Para bel-a-s praia-s
Mas mud-ar-am
I nus lev-ar-am par-as rocha-s
Culpa d-u ventu
Ou du mar-inh-eir-u?
Qui u-s ventu-s
T-iv-éssim
Nus lev-a-du apenas
Para bel-a-s praia-s
Mas mud-ar-am
I nus lev-ar-am par-as rocha-s
Culpa d-u ventu
Ou du mar-inh-eir-u?
QUER-IA QUE O-S VENT-O-S
Quer-ia
Que o-s vent-o-s
T-ive-ssem
Nos lev-ad-o apenas
Para bel-a-s praia-s
Mas mud-a-r-am
E lev-a-r-am-nos
Par as rocha-s
Culpa d-o vento
Ou do mar-inh-eir-o?
Que o-s vent-o-s
T-ive-ssem
Nos lev-ad-o apenas
Para bel-a-s praia-s
Mas mud-a-r-am
E lev-a-r-am-nos
Par as rocha-s
Culpa d-o vento
Ou do mar-inh-eir-o?
ESCREVER PARA FAMOSO TORNAR-SE
Escrever
Para famoso tornar-se
Eis uma possibilidade
Mas eis um'armadilha
Quando faz-se algo
Almejando fama apenas
Almejando reconhecimento
Muito pode-se perder
Escrever apenas o que querem ler
Da forma com querem que s'escreva
Não deixa de ser um mentir
Um mentir e um enganar
A si mesmo e aos outros
Afinal de contas
Quantos famosos há por aí
Que são muito conhecidos
E muito admirados
Mas que tem obras ruins?
E, não raro, artistas muitos
Tiveram em vida su'obra desprezada
Receberam amargas críticas
E mais tard'então
Reconhecidos foram
Como geniais
Revolucionários
Agradar?
A quem?
Para quê?
Ao considerar o escrever
Uma espécie, ou um gênero de arte
Não admitir podemos
A sujeição à crítica
Dancemos não
Conforme a música
Pela crítica repetida
Dancemos sim
A música
Por nós criada
Não ocupemo-nos
Em apenas interpretar
E sempre as músicas prontas
Repetidamente tocar
Ocupemo-nos pois
D'algo mais nobre
Ocupemo-nos logo e já
Do criar e transformar
E construir
E experimentar
E arriscar
Com a língua nossa
Com a língua nossa
Preferencialmente
Mas não exclusivamente
Com a portuguesa-brasileira nossa
Pois ela é nossa
Dentro dela vivemos
E não noutra
Construamos
Desconstruamos
Transformemos
Experimentemos
A ganhar tem apenas
A língua nossa
A língoa nossa
A língoa nóça
Alim guá-nó ça
Perdão
Nobres críticos
Perdão
Por convosco
Nem-1 pouco
M'importar...
Para famoso tornar-se
Eis uma possibilidade
Mas eis um'armadilha
Quando faz-se algo
Almejando fama apenas
Almejando reconhecimento
Muito pode-se perder
Escrever apenas o que querem ler
Da forma com querem que s'escreva
Não deixa de ser um mentir
Um mentir e um enganar
A si mesmo e aos outros
Afinal de contas
Quantos famosos há por aí
Que são muito conhecidos
E muito admirados
Mas que tem obras ruins?
E, não raro, artistas muitos
Tiveram em vida su'obra desprezada
Receberam amargas críticas
E mais tard'então
Reconhecidos foram
Como geniais
Revolucionários
Agradar?
A quem?
Para quê?
Ao considerar o escrever
Uma espécie, ou um gênero de arte
Não admitir podemos
A sujeição à crítica
Dancemos não
Conforme a música
Pela crítica repetida
Dancemos sim
A música
Por nós criada
Não ocupemo-nos
Em apenas interpretar
E sempre as músicas prontas
Repetidamente tocar
Ocupemo-nos pois
D'algo mais nobre
Ocupemo-nos logo e já
Do criar e transformar
E construir
E experimentar
E arriscar
Com a língua nossa
Com a língua nossa
Preferencialmente
Mas não exclusivamente
Com a portuguesa-brasileira nossa
Pois ela é nossa
Dentro dela vivemos
E não noutra
Construamos
Desconstruamos
Transformemos
Experimentemos
A ganhar tem apenas
A língua nossa
A língoa nossa
A língoa nóça
Alim guá-nó ça
Perdão
Nobres críticos
Perdão
Por convosco
Nem-1 pouco
M'importar...
terça-feira, 13 de julho de 2010
CABELOS DE ANÊMONA
Ah, quão belos
São os lábios teus!
Teu sorriso
É colar de pérolas
Teus olhos
Redemoinhos d'água
Donde sopra tua alma
Teus cabelos de anêmona
Com os ventos dançam
E quão felizes são os ventos!
Por com teus cabelos
Poderem dançar.
São os lábios teus!
Teu sorriso
É colar de pérolas
Teus olhos
Redemoinhos d'água
Donde sopra tua alma
Teus cabelos de anêmona
Com os ventos dançam
E quão felizes são os ventos!
Por com teus cabelos
Poderem dançar.
domingo, 11 de julho de 2010
SILENCIOSA MURMURA A BRISA
Silenciosa murmura a brisa
Por sobre o meu corpo escorre
Nasce numa janela
E noutra vai-se esconder
Pessoas na rua gritam
A dor d’estarem sozinhas
De ao seu lado alguém não terem
De não mais verem estrelas
No céu a brilhar.
Por sobre o meu corpo escorre
Nasce numa janela
E noutra vai-se esconder
Pessoas na rua gritam
A dor d’estarem sozinhas
De ao seu lado alguém não terem
De não mais verem estrelas
No céu a brilhar.
QUERIA QUE OS VENTOS
Queria que os ventos
Tivessem nos levado apenas
Para belas praias
Mas mudaram
E nos levaram par'as rochas
Culpa do vento
Ou do marinheiro?
Tivessem nos levado apenas
Para belas praias
Mas mudaram
E nos levaram par'as rochas
Culpa do vento
Ou do marinheiro?
NOS TEUS OLHOS ME PERDI
Nos teus olhos me perdi
Já no primeiro dia
Em que te vi
Na tua boca quis mergulhar
Qual numa ilha perdida
Para os corais te mostrar.
Já no primeiro dia
Em que te vi
Na tua boca quis mergulhar
Qual numa ilha perdida
Para os corais te mostrar.
NOS TEUS OLHOS VEJ'O MAR
Nos teus olhos
Vej'o mar
Vej'o sol
Vejo a lua
E as estrelas
Nos teu olhos
Vejo todos os milagres do mundo
Vejo a fauna e a flora
Vejo constelações e galáxias
Vejo golfinhos saltadores
Vejo tartarugas marinhas.
Vej'o mar
Vej'o sol
Vejo a lua
E as estrelas
Nos teu olhos
Vejo todos os milagres do mundo
Vejo a fauna e a flora
Vejo constelações e galáxias
Vejo golfinhos saltadores
Vejo tartarugas marinhas.
DONNE E FORI
La vita è fatta di cose e di persone
I giardini sono fatti di fiori
Ma non solo i giardini
Sono pieni di fiori
Le vie sono piene di fiori
Le scuole sono piene di fiori
Le spiaggie sono piene di fiori
Tutti i luoghi sono nella verità
Pieni di fiori
Fiori che sono donne
Donne che sono fiori.
I giardini sono fatti di fiori
Ma non solo i giardini
Sono pieni di fiori
Le vie sono piene di fiori
Le scuole sono piene di fiori
Le spiaggie sono piene di fiori
Tutti i luoghi sono nella verità
Pieni di fiori
Fiori che sono donne
Donne che sono fiori.
SILÊNCIO, O SOM DO VENTO NAS ÁRVORES
Silêncio
O som do vento nas árvores
O som das ondas quebrando no mar
E a respiração tua
Pés descalços n'areia
Alaranjado o sol
Garças alvas
E um outro sol
Brilha nos teus olhos
Brilha no sorriso teu
Nasce ele no teu coração.
O som do vento nas árvores
O som das ondas quebrando no mar
E a respiração tua
Pés descalços n'areia
Alaranjado o sol
Garças alvas
E um outro sol
Brilha nos teus olhos
Brilha no sorriso teu
Nasce ele no teu coração.
ONTEM VISITOU-ME A ESPERANÇA
Ontem visitou-me a esperança
Fez de mim uma criança
Deu-me um forte abraço
E cantou-me uma canção
E junto com a'reia
Levou tristeza e solidão.
Fez de mim uma criança
Deu-me um forte abraço
E cantou-me uma canção
E junto com a'reia
Levou tristeza e solidão.
O AMOR É MANHÃ DE DOMINGO
O amor é manhã de domingo
Numa praia paradisíaca
Mas é também pedrada no peito
Em meio a uma tempestade.
Numa praia paradisíaca
Mas é também pedrada no peito
Em meio a uma tempestade.
PERDÃO SE POR MINHA BOCA
Perdão se por minha boca
Não fiz ecoar aos quatro ventos
O amor que m'inundava
O amor que era discreto
O amor que parecia segredo
Perdão se meus poemas
Não correram as bocas
E procuraram apenas
Os ouvidos teus.
Não fiz ecoar aos quatro ventos
O amor que m'inundava
O amor que era discreto
O amor que parecia segredo
Perdão se meus poemas
Não correram as bocas
E procuraram apenas
Os ouvidos teus.
VI O SOL AMANHECER
Vi o sol amanhecer
Senti o sol arder
E vi o sol morrer
Nos olhos dela
Vi a lava de vulcões
Senti o corpo aquecer
E quis inteiro me perder
Nos lábios dela.
Senti o sol arder
E vi o sol morrer
Nos olhos dela
Vi a lava de vulcões
Senti o corpo aquecer
E quis inteiro me perder
Nos lábios dela.
QUERIA TODAS AS PRAIAS CORRER
Queria todas as praias correr
Par’as mais belas paisagens
Poder-te mostrar
Queria ter um veleiro
Para pelo mundo inteiro
Ao teu lado viajar
Queria ser uma criança
Para poder te olhar
E simplesmente te abraçar.
Par’as mais belas paisagens
Poder-te mostrar
Queria ter um veleiro
Para pelo mundo inteiro
Ao teu lado viajar
Queria ser uma criança
Para poder te olhar
E simplesmente te abraçar.
CONHECI HOJE UMA MULHER
Conheci hoje uma mulher
Pela qual estou já apaixonado
Linda
Como um riacho que corre na mata
Como as pequeninas flores do campo
Foi ela para mim
Uma cachoeira de felicidade
Uma chuva de amor
Nos olhos dela
Vi tod’a luz
Daquele coração.
Pela qual estou já apaixonado
Linda
Como um riacho que corre na mata
Como as pequeninas flores do campo
Foi ela para mim
Uma cachoeira de felicidade
Uma chuva de amor
Nos olhos dela
Vi tod’a luz
Daquele coração.
SÓ MAIS UM DIA
Só mais um dia
Falar contigo eu queria
Para embrenhar-me nas matas
Parra correr pelos campos
Para nadar pelos rios
Que nascem em teu coração.
Falar contigo eu queria
Para embrenhar-me nas matas
Parra correr pelos campos
Para nadar pelos rios
Que nascem em teu coração.
VI NOS OMBROS TEUS
Vi nos ombros teus
A doçura das dunas
Qu’embelezam a praia
Vi nos olhos teus
Uma lagoa de águas calmas
E de muitos peixes coloridos
Vi na tua boca
Os róseos dedos d’aurora
Acenando ao amanhecer
E em teu coração
Vi a paz do céu azul
Senti a brisa leve no rosto
E senti a vida me abraçar.
A doçura das dunas
Qu’embelezam a praia
Vi nos olhos teus
Uma lagoa de águas calmas
E de muitos peixes coloridos
Vi na tua boca
Os róseos dedos d’aurora
Acenando ao amanhecer
E em teu coração
Vi a paz do céu azul
Senti a brisa leve no rosto
E senti a vida me abraçar.
MEU CORAÇÃO ONTEM FOI TEU
Meu coração ontem foi teu
Meu peito ontem foi teu
Meus olhos ontem foram só teus
Minha atenção foi só tua
Meu carinho foi só teu
Queria a minha boca
Ter também sido tua
Queriam as minhas mãos
Ter sido da tua cintura.
Meu peito ontem foi teu
Meus olhos ontem foram só teus
Minha atenção foi só tua
Meu carinho foi só teu
Queria a minha boca
Ter também sido tua
Queriam as minhas mãos
Ter sido da tua cintura.
O TEU SORRISO BRILHA MAIS DO QUE A LUA
O teu sorriso
Brilha mais do que a lua
Ilumina mais que o sol
Nos teus cabelos
Cabe toda a noite
Os teus olhos
São duas pérolas negras.
Brilha mais do que a lua
Ilumina mais que o sol
Nos teus cabelos
Cabe toda a noite
Os teus olhos
São duas pérolas negras.
GOSTO DOS BEIJOS
Gosto dos beijos
Dos abraços
E dos carinhos teus
Gosto d’estar contigo
De te ouvir falar
De te ver sorrir.
Dos abraços
E dos carinhos teus
Gosto d’estar contigo
De te ouvir falar
De te ver sorrir.
QUERO DAR-TE A MÃO
Quero dar-te a mão
E palavra nenhuma falar
Quero tocar o teu rosto
E suavemente por ele
Com meus dedos deslizar
Quero sentir no meu rosto
O perfume e as carícias
Dos teus cabelos de sol
Quero sentir minha face
Tocar a tua face
E nem uma palavra falar
Quero te abraçar forte
E sentir os teus braços
Também a me abraçar
Quero com os meus lábios
Tocar os lábios teus
E contigo voar pelo céu.
E palavra nenhuma falar
Quero tocar o teu rosto
E suavemente por ele
Com meus dedos deslizar
Quero sentir no meu rosto
O perfume e as carícias
Dos teus cabelos de sol
Quero sentir minha face
Tocar a tua face
E nem uma palavra falar
Quero te abraçar forte
E sentir os teus braços
Também a me abraçar
Quero com os meus lábios
Tocar os lábios teus
E contigo voar pelo céu.
SÓ SEI DESTE JEITO TE AMAR
Só sei deste jeito amar
Só sei amar fazendo poemas de amor
Trazendo flores par’amada
Tocando-a como se fosse sagrada
Só sei deste modo amar
Romântico, sonhador
Arriscado, ingênuo
Como criança
E como homem
Só sei desta maneir’amar
E te quero fazer sentir
A mais amada mulher
Dentre todas as mulheres
Que no mundo amadas são
Só te quero amar.
Só sei amar fazendo poemas de amor
Trazendo flores par’amada
Tocando-a como se fosse sagrada
Só sei deste modo amar
Romântico, sonhador
Arriscado, ingênuo
Como criança
E como homem
Só sei desta maneir’amar
E te quero fazer sentir
A mais amada mulher
Dentre todas as mulheres
Que no mundo amadas são
Só te quero amar.
N'AMOROSA UNIÃO
N'amorosa união
Do corpo do homem
Ao da mulher
Nasce a compeensão da vida
Nasce o amor pela vida.
Do corpo do homem
Ao da mulher
Nasce a compeensão da vida
Nasce o amor pela vida.
SEM AMOR O HOMEM É CORPO FRIO
Sem amor
O homem é corpo frio
Pedra dura insensível
O amor duma mulher
Torna a alma do homem um sol
E faz o mundo inteiro s’iluminar
Sem amar e ser amado
O homem é escuridão e morte
E nada em sua vida sentido faz
Sua vida é abismo
Tempestade assustadora
Mas quando por mulher amado é
Tudo nele s’ilumina
Seus olhos tornam-se sóis
Seu sorriso traduz su’alegria de viver
E su’alma irradia tod’o amor
Que em su’alma mora
O homem é corpo frio
Pedra dura insensível
O amor duma mulher
Torna a alma do homem um sol
E faz o mundo inteiro s’iluminar
Sem amar e ser amado
O homem é escuridão e morte
E nada em sua vida sentido faz
Sua vida é abismo
Tempestade assustadora
Mas quando por mulher amado é
Tudo nele s’ilumina
Seus olhos tornam-se sóis
Seu sorriso traduz su’alegria de viver
E su’alma irradia tod’o amor
Que em su’alma mora
O CORPO DA MULHER
O corpo da mulher
Obra máxima da divina criação
Transporta o homem
Ao supremo sentir
À suprema compreensão
Do que é a vida.
Obra máxima da divina criação
Transporta o homem
Ao supremo sentir
À suprema compreensão
Do que é a vida.
A VIDA MINHA E O MEU PENSAR
A vida minha
E o meu pensar
É obra duma inteligência
E por isso tem razão de ser.
E o meu pensar
É obra duma inteligência
E por isso tem razão de ser.
AO TINGIR-SE DE VERMELHO O CÉU
Ao tingir-se de vermelho o céu
Ao despontar d’aurora
Desvela-se o milagre da vida
A vida e tud’o que há é milagre
O vento a fazer dançar as árvores
A fria luz que pelo céu se derrama
O cantar dos pássaros dormidos
Tudo é milagre infinito
Ao despontar d’aurora
Desvela-se o milagre da vida
A vida e tud’o que há é milagre
O vento a fazer dançar as árvores
A fria luz que pelo céu se derrama
O cantar dos pássaros dormidos
Tudo é milagre infinito
COMO É BOM EM MEIO ESTAR
Como é bom em meio estar
A uma numerosa família
Que nos ama e isso sabe demonstrar
Que nos trata bem
Aconteça o que acontecer
Que sabe perdoar
Que sabe chorar de alegria ao rever
Que sabe abraçar forte
E olhar com amor
Tanto amor que se nota
Simplesmente ao olhar
Como é bom estar com pessoas
Que nos façam felizes
Que nos façam sentir bem
Que nos façam não sentir medo
De demostrar
O que pensamos ou sentimos
Que nos façam sentir livres
Para revelar, para demonstrar
Noss’alegria ou nossa tristeza
Nossa dor e nosso sofrimento
Como é bom estar
Com pessoas que sabem falar
E que sabem ouvir
Que sabem conversar.
A uma numerosa família
Que nos ama e isso sabe demonstrar
Que nos trata bem
Aconteça o que acontecer
Que sabe perdoar
Que sabe chorar de alegria ao rever
Que sabe abraçar forte
E olhar com amor
Tanto amor que se nota
Simplesmente ao olhar
Como é bom estar com pessoas
Que nos façam felizes
Que nos façam sentir bem
Que nos façam não sentir medo
De demostrar
O que pensamos ou sentimos
Que nos façam sentir livres
Para revelar, para demonstrar
Noss’alegria ou nossa tristeza
Nossa dor e nosso sofrimento
Como é bom estar
Com pessoas que sabem falar
E que sabem ouvir
Que sabem conversar.
PAR'ESTAR COM ALGUÉM
Par'estar com alguém
Não basta gostar
Não basta amar
Ou querer bem
É preciso s’esforçar
Par’agradar ao outro
Para fazê-lo sentir-se bem
Não pode-se fazer
Apenas o que se fazer quer
Não pode-se falar
Apenas quando se falar quer
Precisa-se antes de tudo
Respeitar o outro
E tentar, ao menos, não fazer
O que o desagrada.
Não basta gostar
Não basta amar
Ou querer bem
É preciso s’esforçar
Par’agradar ao outro
Para fazê-lo sentir-se bem
Não pode-se fazer
Apenas o que se fazer quer
Não pode-se falar
Apenas quando se falar quer
Precisa-se antes de tudo
Respeitar o outro
E tentar, ao menos, não fazer
O que o desagrada.
CADA DIA QUE SOZINHO PASSO
Cada dia que sozinho passo
Faz-me melhor compreender
O valor das pessoas
O valor de uma companhia
O valor dos amigos
O valor da família
Para viver sozinhos
Não fomos nós criados
Definitivamente
S’estou feliz
Não tenho ninguém par’abraçar
Não tenho ninguém par’olhar
Para alegrar e fazer feliz
Para conversar
Para brincar
Não tenho ninguém
P'ra nada.
Faz-me melhor compreender
O valor das pessoas
O valor de uma companhia
O valor dos amigos
O valor da família
Para viver sozinhos
Não fomos nós criados
Definitivamente
S’estou feliz
Não tenho ninguém par’abraçar
Não tenho ninguém par’olhar
Para alegrar e fazer feliz
Para conversar
Para brincar
Não tenho ninguém
P'ra nada.
OS PASSARINHOS CANTAM ALEGRES
Os passarinhos cantam alegres
Levemente balançam os ramos das árvores
Estou livre
Mas solitário
Estou, aqui, aprendendo
O valor de cad’amigo olhar.
Levemente balançam os ramos das árvores
Estou livre
Mas solitário
Estou, aqui, aprendendo
O valor de cad’amigo olhar.
AINDA A VEJO
Ainda a vejo
Com el’ainda sonho
Tenho medo d’encontrá-la
Feliz nos braços d’outro
A praia na qual tanto nos amamos
Só dela me faz lembrar
As árvores que a casa dela m’indicavam
Agora só dela me fazem lembrar
Tanta coisa naquela praia há
Que dela me faz lembrar
Que quero, às vezes, de lá fugir!
Sobre el’agora escrevo
Porém nela não quero pensar
Escrevo apenas para tentar
Ver se a esqueço
E vivo.
Com el’ainda sonho
Tenho medo d’encontrá-la
Feliz nos braços d’outro
A praia na qual tanto nos amamos
Só dela me faz lembrar
As árvores que a casa dela m’indicavam
Agora só dela me fazem lembrar
Tanta coisa naquela praia há
Que dela me faz lembrar
Que quero, às vezes, de lá fugir!
Sobre el’agora escrevo
Porém nela não quero pensar
Escrevo apenas para tentar
Ver se a esqueço
E vivo.
O HIPNOTIZADOR MOVIMENTO DOS CABELOS TEUS
O hipnotizador movimento
Dos cabelos teus
O iluminado sorriso
Qu’em tua boca nasce
Ou este teu olhar
Um convite p’r’amar
Não são o mais importante
Sei bem
Sei que é a afinidade
O bem-querer, o amar
O realment’importante
Achar-te bela posso eu
Mas isso já todos fazem
Conhecer o que além
Destes olhos há
Teus anseios e temores
Teu modo de ser e de amar
Só isso quero eu.
Dos cabelos teus
O iluminado sorriso
Qu’em tua boca nasce
Ou este teu olhar
Um convite p’r’amar
Não são o mais importante
Sei bem
Sei que é a afinidade
O bem-querer, o amar
O realment’importante
Achar-te bela posso eu
Mas isso já todos fazem
Conhecer o que além
Destes olhos há
Teus anseios e temores
Teu modo de ser e de amar
Só isso quero eu.
AH MINHA GURIAZINHA
Ah, minha guriazinha
Ah, minha mulher
Minha pequena grande mulher
Eu te amo
Mais do que pensas
Eu já em ti pensava
Eu já em ti reparava
Muito antes de me visto ter
De me notado ter
Eu via deslumbrado
Este modo espontâneo teu de ser
Este sorrir gostoso de criança
Este não-medo de viver
Ainda hoje pergunto-me eu
Como podes tão encantadora ser
E ao mesmo tempo me querer.
Ah, minha mulher
Minha pequena grande mulher
Eu te amo
Mais do que pensas
Eu já em ti pensava
Eu já em ti reparava
Muito antes de me visto ter
De me notado ter
Eu via deslumbrado
Este modo espontâneo teu de ser
Este sorrir gostoso de criança
Este não-medo de viver
Ainda hoje pergunto-me eu
Como podes tão encantadora ser
E ao mesmo tempo me querer.
NUMA FRIA NOITE
Numa fria noite,
Quando da vida
Nada mais esperava,
Encontrei uma flor.
Bela como as azuis borboletas
Na densa mat’a voar,
Encantadora com’os flamingos
No lago a dançar.
Se me olhou,
E o que de mim pensou,
Não sei.
Mas que meu peito vibrou
Qual um tambor,
Isso eu sei.
Quando da vida
Nada mais esperava,
Encontrei uma flor.
Bela como as azuis borboletas
Na densa mat’a voar,
Encantadora com’os flamingos
No lago a dançar.
Se me olhou,
E o que de mim pensou,
Não sei.
Mas que meu peito vibrou
Qual um tambor,
Isso eu sei.
EU MORAVA LÁ
Eu morava lá
Mas vim pra cá
Dizem que aqui é mais perigoso
E mais violento
E que o trânsito é caótico
E que ninguém se conhece
Mas aqui
Tem livrarias a perder de vista
Restaurantes para todos os gostos
Pessoas muito interessantes para conhecer
Boas escolas e faculdades
Muitas belas mulheres
E muito mais
E na verdade
Isso tudo que falam
Mais falam aqueles
Que aqui não moram.
Mas vim pra cá
Dizem que aqui é mais perigoso
E mais violento
E que o trânsito é caótico
E que ninguém se conhece
Mas aqui
Tem livrarias a perder de vista
Restaurantes para todos os gostos
Pessoas muito interessantes para conhecer
Boas escolas e faculdades
Muitas belas mulheres
E muito mais
E na verdade
Isso tudo que falam
Mais falam aqueles
Que aqui não moram.
O HOMEM CONCRETO
Entre pedaços de concreto
Entre frias paredes
Empilhados como em aquários
Tristes como em cativeiros
Não vêem florestas
Não vêem campos
Não vêem o céu
Vêem muros
Vêem paredes
Vêem concreto
Vêem asfalto
Vêem concreto
Vida cinza
Vida morta
É a maravilhosa vida
Do homem concreto.
Entre frias paredes
Empilhados como em aquários
Tristes como em cativeiros
Não vêem florestas
Não vêem campos
Não vêem o céu
Vêem muros
Vêem paredes
Vêem concreto
Vêem asfalto
Vêem concreto
Vida cinza
Vida morta
É a maravilhosa vida
Do homem concreto.
MULHERES MUITAS NO MUNDO HÁ
Mulheres muitas
No mundo há
Vontade muita
De amar e amar
Quantos sorrisos
Olhos e bocas
Nucas e ombros
Peitos floridos
Quanta beleza
Na vida há
Quantas mulheres
Feitas p’r’amar.
No mundo há
Vontade muita
De amar e amar
Quantos sorrisos
Olhos e bocas
Nucas e ombros
Peitos floridos
Quanta beleza
Na vida há
Quantas mulheres
Feitas p’r’amar.
POEMA NAD'A VER D'ÔNIBUS
Eu iscrevu
Eu falu
Assim
I nãu daqueli jeitu
U meu falar
Não é u falar
Du qu’iscritu istá
Quandu iscrevu
Iscrevu nãu comu falu
I quandu leiu
Leiu nãu comu iscritu istá
Mas sim comu falu
Si noutra épuca
Vivessi eu
Doutru modu iscreveria eu
Mesmu qui u mesmu pensassi
I talvez mesmu qui
Da mesma forma falassi
As letras
Das palavras
Foram também
Para brincar feitas
Possu corretament’iscrever saber
Mas mesmu assim
Desti jeitu erradu
Iscrever
Só p’ra brincar
Iscrever?
Ou iscrevê?
Tantu faiz
A idéia é a mesma
As palavras podim
Di distintas formas
Iscritas ser
Podim até di outras formas
Faladas ser
Todavia
Su’essência poucu ou nada muda
Si falu
Eu ti amu
Ou
Eu te amo
Poucu muda
Ou nada muda
Quem dir-mi-á
Cum certeza
Qui num dadu futuru
Alguéim assim nãu iscreverá?
Eu falu mãi
Comu outrora s’iscrevia
Nãu falu mãe
Comu hoji s’iscrévi
A verdadi
É qui esta língua mudará
Lentamenti i di tal modu
Qui talvez um dia
Meus outros escritos
Intender nãu mais posssam
E que apenas com àjuda
Dum istudiosu
Qui traduza us versus meus
Intender-mi entãu possam
A minha língua
A língua portuguesa
Brasileira
Gaúcha
Portualegrensi
Viva istá
Tal comu as línguas antigas
Di outrora
Quem saberá
Se esta língua não morrerá
Ou a quantas outras
Origem dará?
Morrer?
Da forma comu istá
Nãu por mais muitu permanecerá
Basta um séculu atrás olhar
Transformar-si-á
I muitu
Cum tod’a certeza
Mas, morrer?
Queim saberá?
Dum modu
Ou de outro
Tantu faiz
Amo estas palavras
Qui di diversas formas
Posso eu escrever
Amu esti atu magníficu
Di cum letras simplis
Palavras e frases criar
Sentimentos e pensamentos traduzir
Escrever?
Ou iscrever?
Ou escrevê?
Ou iscrevê?
Tantu faiz
O que faço
Nãu muda
Mudam apenas
Letras.
Eu falu
Assim
I nãu daqueli jeitu
U meu falar
Não é u falar
Du qu’iscritu istá
Quandu iscrevu
Iscrevu nãu comu falu
I quandu leiu
Leiu nãu comu iscritu istá
Mas sim comu falu
Si noutra épuca
Vivessi eu
Doutru modu iscreveria eu
Mesmu qui u mesmu pensassi
I talvez mesmu qui
Da mesma forma falassi
As letras
Das palavras
Foram também
Para brincar feitas
Possu corretament’iscrever
Mas mesmu assim
Desti jeitu erradu
Iscrever
Só p’ra brincar
Iscrever?
Ou iscrevê?
Tantu faiz
A idéia é a mesma
As palavras podim
Di distintas formas
Iscritas ser
Podim até di outras formas
Faladas ser
Todavia
Su’essência poucu ou nada muda
Si falu
Eu ti amu
Ou
Eu te amo
Poucu muda
Ou nada muda
Quem dir-mi-á
Cum certeza
Qui num dadu futuru
Alguéim assim nãu iscreverá?
Eu falu mãi
Comu outrora s’iscrevia
Nãu falu mãe
Comu hoji s’iscrévi
A verdadi
É qui esta língua mudará
Lentamenti i di tal modu
Qui talvez um dia
Meus outros escritos
Intender nãu mais posssam
E que apenas com àjuda
Dum istudiosu
Qui traduza us versus meus
Intender-mi entãu possam
A minha língua
A língua portuguesa
Brasileira
Gaúcha
Portualegrensi
Viva istá
Tal comu as línguas antigas
Di outrora
Quem saberá
Se esta língua não morrerá
Ou a quantas outras
Origem dará?
Morrer?
Da forma comu istá
Nãu por mais muitu permanecerá
Basta um séculu atrás olhar
Transformar-si-á
I muitu
Cum tod’a certeza
Mas, morrer?
Queim saberá?
Dum modu
Ou de outro
Tantu faiz
Amo estas palavras
Qui di diversas formas
Posso eu escrever
Amu esti atu magníficu
Di cum letras simplis
Palavras e frases criar
Sentimentos e pensamentos traduzir
Escrever?
Ou iscrever?
Ou escrevê?
Ou iscrevê?
Tantu faiz
O que faço
Nãu muda
Mudam apenas
Letras.
OS OLHOS TEUS SÃO GRUTAS ESCURAS
Os olhos teus
São grutas escuras
De calmas águas
E de afiados cristais
Os olhos teus
São redemoinhos
Por onde s’esvai o meu ser
E de onde brota o amor
Por isso hoje eu só queria
Falar contigo qualquer coisa
Perguntar se faz sol ou faz chuva
Pois o que eu queria mesmo
Era olhar
Olhar p’ros olhos teus
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